Domingo, Outubro 03, 2010

Cólera e febre amarela



É uma doença infecciosa intestinal aguda, causada pela enterotoxina da bactéria vibrio cholerae, que resulta numa diarréia aquosa e intensa – que pode ou não vir acompanhada de vômitos –, dor abdominal e cãimbras. Sem tratamento, o quadro pode evoluir para desidratação, acidez no sangue (acidose), colapso circulatório e insuficiência renal. Em alguns casos, a infecção ocorre sem sintomas aparentes, apenas com diarréia leve.

Situação da cólera no Brasil: A sétima pandemia de cólera ocorreu no Brasil entre 1991 e 2001, com 168.598 casos e 2.035 mortes em todo o País, principalmente na região Nordeste. O pico ocorreu em 1993, quando foram identificados 39,8 casos para cada 100 mil habitantes. As mortes neste ano somaram 670. A queda nas infecções se intensificou a partir de 1995. Em 2001, foram registrados sete casos. Em 2004 ocorreram 21 infecções, e em 2005, outros seis. Um caso importado de Angola foi registrado em 2006.

Febre Amarela:
A transmissão ocorre por mosquitos, inclusive pelo Aedes aegypti – o mesmo da dengue. É uma doença infecciosa febril aguda, de curta duração (no máximo 12 dias), e de gravidade variável. Possui dois ciclos de transmissão: o silvestre (que ocorre entre primatas não humanos, onde o vírus é transmitido por mosquitos silvestres) e o urbano (erradicado no Brasil desde 1942). Dependendo da gravidade, a pessoa pode sentir febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

Situação da febre amarela no Brasil: De 1989 a 2008 ocorreram 546 casos de Febre Amarela e 241 mortes. O pico da doença ocorreu em 2000 em áreas consideradas de risco de transmissão: Acre, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraná. As maiores vítimas são agricultores, madeireiros, pescadores e ecoturistas.

1 comentários:

merck disse...

Vamos sempre nos prevenir!