Segunda-feira, Julho 12, 2010

Roupa feita a partir de bactérias

Designer britânica cria roupa “tecida” por bactérias
A receita leva porções de fermento, bactérias e chá verde doce
Revista Galileu

Suzanne Lee usou as bactérias que causam a fermentação do chá verde para criar tecidos aparentemente “do nada”. A pesquisadora da School of Fashion & Textiles da Central Saint Martins, em Londres, criou a receita do tecido com levedura, um pouco de bactéria e chá verde adocicado.

As fibras do tecido começaram a brotar da mistura de micróbios e propagaram-se. Até que, no final, transformavam-se em finas e úmidas folhas de celulose bacteriana, ideais para serem moldadas no formato de roupas. O experimento e - obra de arte - ganhou o nome de BioCouture.

Quando as folhas de celulose secaram, as partes sobrepostas da roupa ficaram grudadas formando as “costuras”. Depois de totalmente seca, a peça ficou com aspecto de papiro e poderia ser branqueada ou tingida com extratos vegetais.

A roupa de bactéria está exposta no Museu de Ciência de Londres e faz parte da mostra Trash Fashion: Designing Out Wast, algo como Moda Trash: Design Feito de Lixo.





Material de cultura na banheira no primeiro dia (esq.); folha de celulose retirada da banheira depois de 2 semanas (dir.)

Segunda-feira, Julho 05, 2010

Quinta-feira, Junho 17, 2010

Joguinhos e programas de educação

Oi povo

Achei um site com vários programas e jogos de educação em biologia, matemática, física, química, astronomia, simulador de cirurgias, enfim, várias coisas que podem ser usadas nas aulas de informárica.

O link é: http://www.baixatudo.com.br/educacao-e-cultura/ciencias/1

Bom proveito!!!

Beijos, Ana

Imagem do dia!

Quarta-feira, Junho 09, 2010

Os animais na copa

Afiliações

Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é mais acurada que a humana. Muitos da fauna silvestre morrem e sofrem alterações do seu ciclo reprodutor. Os cães latem em desespero e enforcam-se nas correntes. Eles e os gatos têm taquicardia, salivação, tremores, medo de morrer, e escondem-se em locais minúsculos, fogem para nunca mais serem encontrados, provocam acidentes nas vias públicas e são vítimas de atropelamento. Há animais que, pelo trauma, mudam de temperamento e chegam até ao suicídio.
Adotando alguns procedimentos simples, pode-se diminuir o sofrimento deles:
• procure um veterinário para sedar os animais, no caso de cães muito agitados;
• evite acorrentá-los, pois poderão enforcar-se
• acomode-os em um cômodo dentro da casa onde possa mantê-los em segurança, fechando as portas e janelas, bem como proporcionando iluminação suave
• evite deixar muitos cães juntos pois, excitados pelo barulho, podem brigar até à morte
• dê alimentos leves, pois distúrbios estomacais provocados pelo pânico levam à morte
• identifique seus animais com placas na coleira, para o caso de fuga
• tente colocar tampões de algodão nos ouvidos deles
• estenda cobertores nas janelas e no chão, para abafar o som. Cubra-os com um edredon;
• deixe o guarda-roupas aberto, mas prepare-se porque eles poderão urinar, por medo
• coloque-os próximos a rádios ou TV ligados e vá aumentando o volume, antes dos fogos;
• cubra as gaiolas dos pássaros
• Florais de Bach: rescue + cherry plum + rock rose + mimulus + vervain + sweet chestnut (*)
Estas essências, combinadas, funcionam bem para cães, gatos, aves e eqüinos
Mande preparar em farmácia de manipulação ou homeopática, SEM conservantes
(ÁLCOOL, GLICERINA e similares), e guarde-a na geladeira (dura todo o vidro,
independente do que digam)
Dê 4 vezes ao dia, diretamente na boca do animal: 2 gotas para pequenas aves; 4 gotas para gatos e cães de pequeno e médio porte; 6 gotas para cães de grande porte.
Para eqüinos, coloque 30 gotas no bebedouro, 4 vezes ao dia.
Comece a ministrar o Floral 2 ou 3 dias antes das comemorações e continue por uma semana após.
( * ) receita da Drª. Martha Follain - mfollain@terra.com.br http://www.floraisecia.com.br/
___________________________________________________________________________________________________
Fundada em setembro de 2000 - CNPJ 04.141.954/0001-75- OSCIP - MJ 08071.000319/2006-15
Fone (11) 4229-9004 (caixa postal) - apascs@apascs.org.br - www.apascs.org.br

Quinta-feira, Junho 03, 2010

Biodiversidade

Quantas espécies estamos perdendo?

Ah... essa é a pergunta de um milhão de dólares. Uma pergunta dificílima de responder.
Primeiro, não sabemos exatamente o que existe.

Como o mundo é grande e complexo, a ciência descobre novas espécies o tempo todo.

"Os cientistas ficaram espantados em 1980 com a descoberta de uma tremenda diversidade de insetos nas florestas tropicais. Em um estudo com apenas 19 árvores no Panamá, 80% das 1.200 espécies de besouros encontradas eram desconhecidas pela Ciência. É surpreendente que os cientistas tenham uma melhor compreensão da quantidade de estrelas existentes na galáxia do que da quantidade de espécies que existem na Terra". (World Resources Institute – WRI – em inglês)


A Castanheira-do-Brasil é uma das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção.

Mesmo com os grandes avanços das pesquisas científicas nesses 30 anos, continuamos descobrindo novas espécies. Na Amazônia, por exemplo, anualmente novas espécies são descobertas. Somente em 2009, em expedições científicas realizadas pelo WWF-Brasil, mais de uma dezena de novas espécies foram descobertas, inclusive de aves e peixes.

Assim, se não sabemos a quantidade que temos, não podemos saber exatamente quanto estamos perdendo.

Porém, temos vários fatos e números que parecem indicar que as notícias não são boas.

Se existem:
- 100.000.000 de espécies diferentes na Terra
- e o índice de extinção é de apenas 0,01% ao ano
- pelo menos 10.000 espécies são extintas por ano

Para ilustrar o grau de perda da biodiversidade que estamos enfrentando, vejamos uma análise científica...

* A estimativa feita pelos especialistas é que a perda acelerada de espécies que presenciamos hoje está entre 1.000 e 10.000 vezes acima da taxa de extinção natural.*
* Esses especialistas calculam que entre 0,01 e 0,1% de todas as espécies são extintas por ano.
* Se considerarmos que a menor estimativa do número de espécies como verdadeira (isto é, que existem mais ou menos 2 milhões de espécies diferentes em nosso planeta**), isso significa que todo ano ocorrem entre 200 e 2.000 extinções.
* Porém, se a maior estimativa do número de espécies estiver correta (ou seja, que existem 100 milhões de espécies diferentes convivendo conosco em nosso planeta), então entre 10.000 e 100.000 espécies entram em extinção a cada ano.


* Na verdade, os especialistas chamam essa taxa de extinção natural de taxa de extinção normal. O termo se refere simplesmente à taxa de extinção das espécies que ocorreria sem a interferência humana.

** Entre 1,4 e 1,8 milhão de espécies já foram identificadas pela Ciência.


Os cientistas sabem que, em toda a história do planeta, houve cinco grandes ondas de extinção, como a que exterminou os dinossauros, por exemplo. Acredita-se que, atualmente, vivemos a sexta crise de extinção.


A diferença é que, ao contrário dos outros cinco episódios de extinção em massa da história geológica, dessa vez parece que uma única espécie – a nossa – é quase inteiramente responsável por essa crise.

Então não precisa nem discutir para saber quem está certo ou errado.

Ou pra saber os números exatos.

É praticamente consenso absoluto que há, na verdade, uma crise de biodiversidade seriíssima.

Quarta-feira, Junho 02, 2010

Série Dr. Bactéria

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Bolas de sabão a flutuar - Ciência em Casa

Material: Copo.Arame.Jarra grande e transparente.
Compostos: Água. Detergente. Vinagre. Bicarbonato de sódio.

Procedimento

1. Faz um círculo com o arame. Vais utilizar esse círculo para fazeres bolas de sabão.

2. Prepara uma solução de detergente e água para fazeres bolas de sabão. (deitar meio copo de detergente e meio copo de água)

3. Deita três colheres de bicarbonato de sódio na jarra.

4. Deita um copo de vinagre na jarra. ( o bicarbonato e vinagre vão começar a reagir logo de imediato, formando-se o dióxido de carbono)

5. Depois da reacção cessar, faz bolas de sabão, tentando que estas entrem na jarra. ( não se deve fazer bolas de sabão directamente para a jarra, porque pode forçar-se o dióxido de carbono a sair)

6. Quando a bola de sabão entrar na jarra, podes verificar que vai ficar suspensa.

7. Podes então observar vários pormenores: O tamanho da bola altera-se? A bola fica suspensa para sempre? A sua posição varia com o decorrer do tempo?

O porquê?

Por que será que as bolas de sabão flutuam nesta experiência?

Praticamente todos nós já brincamos com bolas de sabão. Entretanto, poucas pessoas tiveram a grande oportunidade de as observar de perto. As bolas de sabão são tão frágeis e leves que facilmente são arrastadas por uma brisa, ou simplesmente, rebentam logo que tocam uma superfície.

Por serem muito leves, as bolas de sabão flutuam num gás ligeiramente mais denso do que o ar. Nesta experiência o gás incolor utilizado é o dióxido de carbono, produzido pela reacção do bicarbonato de sódio com o ácido acético (vinagre). O facto da densidade do dióxido de carbono ser superior à do ar faz com que este fique reservado no fundo da jarra. Quando as bolas de sabão, cheias de ar, entram em contacto com o dióxido de carbono, no fundo da jarra, ficam a flutuar neste. À medida que as bolas de sabão flutuam, o seu volume vai aumentando. Enquanto o seu volume vai aumentando, estas vão se tornando mais pesadas, afundando-se no dióxido de carbono. As bolas de sabão crescem porque o dióxido de carbono, que as rodeava, vai-se mover para o interior destas. O dióxido de carbono, por ser mais solúvel em água do que o ar, vai-se mover mais rapidamente para o interior da bola de sabão. Este facto é responsável pelo aumento do volume e peso da bola de sabão. Esta experiência é prova evidente de que o dióxido de carbono é mais denso e mais solúvel em água do que o ar.

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Balão à prova de fogo - Ciência em Casa

Material: Dois balões e Fósforos.
Compostos: Água.
Fotos:
http://cienciaemcasa.cienciaviva.pt/imagens/balaofraco.jpg
http://cienciaemcasa.cienciaviva.pt/imagens/superbalao.jpg

Procedimento

1. Enche um balão de ar e dá um nó à sua abertura.

2. Acende um fósforo e coloca-o debaixo do balão cheio de ar.

3. O que aconteceu? (o balão arrebenta instantaneamente)

4. Pega noutro balão e deita um pouco de água para o seu interior. (podes deitar meio copo de água)

5. Enche o balão de ar e dá um nó à sua abertura.

6. Acende outro fósforo e coloca-o debaixo do balão. (deves colocar a chama do fósforo sob a parte do balão que tem água)

7. O que aconteceu? (podes verificar que o balão arrebenta passado muito mais tempo, porquê?)

O porquê?

A ideia que temos de um balão cheio de ar é a de um objecto extremamente frágil. Temos a noção de que um balão arrebenta se o colocarmos junto a uma chama. Isto porque a chama ao enfraquecer a borracha faz com que esta não aguente a pressão exercida pelo ar contido no balão. Este facto é verificado na execução experimental que envolve o primeiro balão. No entanto, o segundo balão não arrebenta mesmo que a chama entre em contacto directo com a borracha. Porque será?

A única diferença do segundo balão para o primeiro é este conter água no seu interior. A água no interior do balão "absorve" a maior parte do calor fornecido pela chama, não deixando que a temperatura da borracha aumente muito. Assim, a borracha não enfraquece o suficiente para não aguentar a pressão exercida pelo ar. A água é uma boa "armazenadora" de calor porque tem uma elevada capacidade calorífica. No dia a dia, sabemos o tempo que demora e a quantidade de calor necessária para levar a água ambiente à ebulição (100 ºC). Será que um balão com limalha de ferro no seu interior iria ter o mesmo comportamento? Porquê? Experimenta!

Sábado, Maio 01, 2010

Maquete de átomos

Trabalho realizado com os alunos da Visconde de Taunay, das oitavas séries. Os grupos se organizaram para criar a estrutura de átomos, na forma de maquetes. O resultado ficou bem interessante.

Abraços, Ana








Um pouco de história da Ciência - parte 4

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Um pouco de história da Ciência - parte 3

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Domingo, Abril 25, 2010

Leveduras

Leveduras: Sal ou Açúcar?

O que você precisa:

  • 1 pacote de fermento biológico seco

  • 1 copo

  • Água

  • Sal

  • Açúcar

Como fazer:
1. Dissolva o pacote de fermento biológico em 1 copo de água. É melhor dissolver, primeiro, com pouca água e depois completar, mexendo bem. Se formar grumos, não se preocupe que mexendo bem eles se dissolvem.
2. Marque 3 saquinhos de plástico com caneta de retroprojetor ou usando fita crepe: "nada", "açúcar", "sal".
3. Coloque a mesma quantidade de solução de fermento biológico em cada saquinho. Nós usamos 10 colheres de solução num saquinho comprido e fino que usam para fazer sorvete de suco de frutas em casa.
4. Adicione 1 colher de açúcar no saquinho marcado "açúcar" e 1 colher de sal no saquinho marcado "sal". Mexa bem com seus dedos para dissolver bem o açúcar e o sal no fermento.
5. Amarre os saquinhos na mesma altura e observe. Deixe-os num balcão ou numa mesa e anote o que está acontecendo a cada 10 minutos. O que você está percebendo nas soluções de fermento? Anote se mudam de cor, se mudam de aparência ou se nada acontece. 

Depois de algum tempo, você vai perceber que um saquinho está bem cheio de ar e os outros continuam quase igual ao início da experiência!

NÃO COLOQUE ESSAS MISTURAS NA SUA BOCA! ALÉM DE TER UM GOSTO RUIM, PODE DAR UMA BOA DOR DE BARRIGA!

O que está acontecendo:
O fermento biológico é, na verdade, um fungo unicelular (um ser vivo de uma única célula), conhecido como LEVEDURA.
A levedura que usamos aqui é da espécie Saccharomyces cerevisiae. Ela é usada há anos pela humanidade na produção de pão e cerveja. Enquanto ela consome o açúcar (seu alimento), ela "cresce", ou seja, se multiplica formando outras células iguais. Ao mesmo tempo, ela libera o gás carbônico (CO2) e o etanol, um álcool. Esse processo é chamado de fermentação.
Na antiguidade, o vinho era produzido pelas leveduras que ocorriam naturalmente no ambiente e que fermentavam o suco de uva. No pão, o CO2 é o responsável pelo crescimento da massa.

Experiência sobre osmose

Teste a Osmose com o Ovo Pelado
Dissolva a casca do ovo - sem quebrar a membrana que contém o ovo. Depois, use o seu "ovo pelado" para testar a osmose, o movimento de água através de uma membrana.  



Do que eu preciso?
  • Dois ovos pelados (prepare-os como descrito na experiência desse link). 
  • Vasilhas onde que seja possível colocar 1 ovo e algum líquido (pode ser uma caneca)
  • Xarope de milho (pode ser encontrado como glicose de milho*)
  • Água
  • 1 colher de sopa
*Saiba mais: No mercado, o xarope de milho pode ser encontrado como GLUCOSE de milho. Usar o termo glucose, em português, está errado. Em português, o correto é dizer GLICOSE, que é um tipo de açúcar ou carboidrato. (nota da tradutora)

O que eu faço?
1. Coloque um dos ovos pelados dentro de uma caneca e adicione glicose de milho suficiente para cobrir o ovo. Coloque o outro ovo em outra caneca e adicione água, cobrindo o ovo. Coloque os dois ovos na geladeira por 24 horas.
2. Depois de 24 horas, observe os dois ovos. O que aconteceu?


O que está acontecendo?
O ovo que estava imerso na água está inchado e firme.  O outro que estava no xarope de milho está murcho e flácido. 
Depois que você dissolveu sua casca, o ovo está envolvido por uma membrana. (Na verdade, existem duas membranas, mas elas estão bem juntinhas). Essa membrana tem uma permeabilidade seletiva - ou seja, ela permite que algumas moléculas passem através dela, mas bloqueia a passagem de outras moléculas.

A água passa facilmente através dessa membrana do ovo. Moléculas maiores, como as moléculas de açúcar do xarope de milho, não passam através dessa membrana.

Quando você coloca um "ovo pelado" no xarope de milho, você está criando uma situação em que a membrana do ovo está separando duas soluções com concentrações diferentes de água. A clara do ovo tem cerca de 90% de água na sua composição; o xarope de milho tem apenas 25% de água. Nessa situação, o movimento da água através da membrana faz com que as moléculas de água movam do lado onde ela está mais abundante para o outro onde ela está escassa (ou seja, onde tem menor quantidade de água). Dessa forma, a água migra de dentro para fora do ovo, deixando-o murcho e flácido. 


O que mais eu posso tentar?
Você imagina como fazer para que o ovo flácido torne-se novamente firme?  Aqui está o que nós fizemos.

Experimente colocar os "ovos pelados" em outras soluções. O que acontece se você coloca o ovo em água colorida com corante de alimento? Ou então em água salgada? Experimente e veja. Com cuidado, pegue o ovo flácido de dentro do xarope de milho e coloque-o num frasco com água. Deixe o ovo na água por 24 horas. A água vai migrar do lado onde está mais abundante (o lado de fora do ovo) para o lado onde a água está menos abundante. Depois de 24 horas, o ovo vai estar firme de novo.

Telescópio Hubble completa 20 anos de missão no espaço, em 24/04/2010

Há exatos 20 anos, no dia 24 de abril de 1990, o ônibus espacial Discovery partia do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando na bagagem o equipamento que revolucionou o modo como os homens olham para o Universo, o Telescópio Espacial Hubble. O trabalho do observatório, que durante essas duas décadas mandou imagens estonteantes para a Terra, já permitiu que os astrônomos publicassem mais de 8.700 trabalhos científicos, o que faz dele um dos instrumentos científicos já produzidos.

A vantagem do Hubble é que ele fica a cerca de 550 km acima da atmosfera da Terra, reduzindo distorções da luz. Com isso, ele consegue imagens melhores do que os telescópios instalados na superfície do nosso planeta. Entre outras descobertas, as fotos tiradas pelo Hubble tornaram possível estimar que o Universo tem entre 13 milhões e 14 milhões de anos de idade, estimativa muito mais precisa do que a que existia antes (10 milhões a 20 milhões de anos).
O observatório também tem um papel importante na caça por outros planetas. Em 1990, os astrônomos não tinham visto qualquer planeta fora do nosso Sistema Solar – hoje esse número já passa de 400. Apesar de a maior parte dessas descobertas ter sido feita por telescópios que ficam na Terra, o Hubble demonstrou que a Via Láctea é, provavelmente, a casa de bilhões de planetas.

Durante suas 110 mil voltas em torno da Terra, feitas a uma velocidade de 28 mil km/h, o observatório fez mais de 570 mil imagens de 30 objetos celestiais. De acordo com a Nasa (agência espacial dos EUA), nesses 20 anos os dados obtidos pelo telescópio atingiram a marca de 45 terabytes, "o suficiente para encher 5.800 DVDs".

Apesar do sucesso, o Hubble já passou por percalços, incluindo ter de usar "óculos". Depois de poucos meses de funcionamento, os técnicos descobriram que o principal espelho do telescópio havia sido fabricado de modo errado, o que causou um problema grave no foco do equipamento. Como o espelho não poderia ser trocado ou consertado, decidiu-se fazer uma correção e usar um sistema que tem um papel muito parecido com o que óculos ou lentes de contato têm para o ser humano. Foi preciso fazer uma missão de 11 dias e cinco caminhadas espaciais com o ônibus espacial Endeavour para ajustar o espelho.

No ano passado, o Hubble passou por uma boa recauchutagem. A reforma, que custou US$ 1,1 bilhão (R$ 2 bilhões), incluiu a instalação de duas novas câmeras e a troca de outros instrumentos cientificos. Sete astronautas foram ao espaço a bordo do ônibus espacial Atlantis para fazer o trabalho, uma missão que durou 11 dias. O telescópio esperou anos por essa "funilaria". Essa missão estava prevista inicialmente para 2004, mas teve de ser cancelada depois da explosão da nave Columbia, em 2003, quando sete astronautas morreram – o governo dos Estados Unidos mandou parar as viagens de ônibus espaciais até que fosse provado que esse tipo de veículo era seguro.

Ed Weiler, porta-voz da Nasa, diz que o "o Hubble é sem dúvida um dos mais reconhecidos e bem-sucedidos projetos científicos da história".

– O trabalho feito no ano passado deixou o observatório no máximo de sua capacidade. É um novo início para os trabalhos científicos que têm um impacto na nossa sociedade.

Nesta semana, a Nasa anunciou que estendeu seu contrato com a Associação de Universidades para Pesquisa de Astronomia para a administração do Hubble. A prorrogação vale por três anos, até 30 de abril de 2013, e deve custar aproximadamente R$ 198 milhões (US$ 113 milhões). A agência espacial americana continuará responsável pelo fornecimento de produtos e serviços necessários para o programa científico.

Veja abaixo vídeo com as melhores fotos do Hubble para comemorar o aniversário do telescópio.

Quinta-feira, Abril 08, 2010

Blumenau_enchentes

Vou postar novamente uma apresentação que preparei no ano passado, pros meus alunos, sobre as enchentes daqui. Abraços!

Tragédias no Rio

Oi Pessoal

Acompanhando os noticiários, vemos que o que está acontecendo no Rio de Janeiro é algo parecido com o que aconteceu aqui em novembro de 2008.

O montante de informações já basta por si só, mas o que me choca mesmo, é que apesar de tanta informação e descaso do poder público, ainda presenciamos gente vivendo em condições sub humanas, em cima de uma montanha de lixo, que inevitavelmente viria abaixo, cedo ou tarde.

Vemos aí mais um exemplo da ignorância do ser humano,que é parte do governo sim, mas também é por parte da população. Quantas pessoas precisam morrer? Será que alguém, mesmo com tanta tragédia, cria algum tipo de consciência?

E a notícia que hoje vi no jornal da RBS, que o número de moradores no Baú só aumentou de novembro/2008  pra cá? O que acontece??

Ficam aí os questionamentos....

Abraços, Ana

Curiosidades da Revista Mundo estranho

Como é o treinamento dos cães farejadores de drogas?

por Yuri Vasconcelos
É um trabalho árduo, em que se busca tirar proveito das duas principais características dos cães que desempenham essa função: faro apurado e personalidade curiosa. Antes de meter as fuças em malas, carros ou pessoas – em geral nos locais de grande fluxo de gente ou mercadorias, como alfândegas, aeroportos e terminais rodoviários –, eles passam por meses de ralação, quando aprendem a identificar os diversos tipos de drogas e a se comportar em público. A escolha dos cachorros para o emprego de caça-bagulhos se deu em função de seu olfato poderoso. Eles começaram a ser usados para farejar substâncias ilegais no fim dos anos 60, durante a Guerra do Vietnã (1959- 1975), quando o consumo de heroína entre soldados americanos tornou-se um sério problema para o Exército dos EUA. Com o tempo, a nareba afiada deixou de ser o único pré-requisito para o posto. “No início, a capacidade olfativa era um fator decisivo na seleção dos animais, mas hoje o que qualifica, de fato, um cão é o seu interesse por procurar e encontrar objetos”, diz Antônio José Miranda de Magalhães, chefe do canil da Polícia Federal, em Brasília. A unidade é o principal centro de treinamento de cães farejadores no Brasil e, desde sua criação, em 1988, já formou mais de cem “focinhos de ouro” para a função. }:oo)

BISBILHOTEIROS OFICIAIS
Olfato extremamente apurado e temperamento curioso são os principais pré-requisitos dos “focinhos de ouro” da polícia

Labrador, golden retriever, pastor alemão e pastor belga malinois são as raças mais usadas no combate ao tráfico de drogas. Esses cães têm um faro apuradíssimo, graças aos seus mais de 200 milhões de células olfativas – para ter uma ideia, o fox-terrier tem 147 milhões e o homem “míseros” 5 milhões.

Depois de passar na peneira dos bons de fuça, são escolhidos os animais mais curiosos e perseverantes, que gostam de procurar e recuperar objetos e não desistem facilmente da busca. Com isso, os policiais têm a garantia de que seus futuros parceiros não farão corpo mole em serviço.

No canil da Polícia Federal, o adestramento começa quando o cão tem apenas 2 meses. Antes do treino específico para achar drogas, os animais passam por um “cursinho” de socialização e comandos básicos, como responder ao chamado do policial, sentar-se etc. Isso é feito, entre outras coisas, para que eles não ataquem as pessoas nas rua.

O treinamento propriamente dito – que dura cerca de dois meses – só rola depois que o cão completa 1 ano de idade. A partir daí, ele entra em contato com o odor típico da droga, que é acondicionada dentro de tubos de PVC, mangueiras de borracha ou em pequenas bolsas, feitas de lona impermeável, que imitam seus próprios brinquedos.

Após o cão se acostumar com o cheiro dos diversos tipos de drogas, os “brinquedinhos” são escondidos para que ele os encontre. O grau de dificuldade do exercício aumenta com o tempo. Para disfarçar o odor do tóxico (recurso adotado pelos traficantes), os treinadores misturam a ele produtos diversos, como alho, pimenta e cebola.

Sempre que o animal encontra o bagulho, recebe elogios e agrados do treinador. Caso ele não seja bem-sucedido, não recebe punição, mas, se dá mostras de que não vai dar conta do recado, pode até ser afastado do treinamento. Em nenhum momento do curso, e em hipótese alguma, o cão entra em contato com a droga.

Depois que está craque em farejar os entorpecentes, é hora de o bicho mostrar que sabe se portar em público. Ele é levado para fazer o treino ambiental nos locais onde irá trabalhar (postos de fronteira, aeroportos, rodovias etc.), para se acostumar com o movimento desses lugares. A partir daí, ele está pronto para botar o focinho em ação.

Já no batente, o cão usa os dois tipos de alerta que aprendeu. No ativo, ele arranha e morde o local onde a droga está escondida, ou pode latir para o suspeito de levar tóxicos. No passivo, ele se posiciona ao lado desse local ou da pessoa. Para não cansar a nareba, os cães intercalam períodos iguais de até 50 minutos de trabalho e descanso. O tempo pode variar, mas em geral eles ficam na ativa até os 10 anos de idade.

SOLTA OS CACHORROS!
Além de farejar drogas, os cães podem desempenhar com perícia várias tarefas

CÃES DE RESGATE
São peritos em localizar desde sobreviventes – ou cadáveres – soterrados sob escombros até crianças perdidas. Golden retriever, labrador, pastor alemão e collie são as raças mais utilizadas. Quando treinados, detectam odores disfarçados debaixo de metros de entulho

GUIA DE CEGOS
Os cachorros têm sido usados na condução de cegos desde a década de 1920. As raças mais adequadas a essa função são labrador, pastor alemão, golden retriever, bóxer e collie. Para ser um bom cão-guia, é importante que o animal seja paciente, dócil e determinado

FAREJADOR DE MINÉRIOS
Na década de 1960, na Finlândia, um instituto de prospecção geológica treinou com sucesso cachorros pastores alemães para encontrar jazidas de minérios, como cobre e níquel. Os animais conseguiram farejar minerais enterrados a até 12 metros de profundidade